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Maua ,16/06/2026

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    Lóis Gonçalves

    O ESTIGMA DO CACHACEIRO QUE REESCREVEU A HISTÓRIA DA REPÚBLICA


    O ESTIGMA DO CACHACEIRO QUE REESCREVEU A HISTÓRIA DA REPÚBLICA Saúde e vida longa!

    O ESTIGMA DO SUPOSTO CACHACEIRO QUE REESCREVEU A HISTÓRIA DA REPÚBLICA

    ​A trajetória política recente do Brasil guarda capítulos de profunda guinada socioeconômica. Ao assumir o poder em um cenário de incertezas, o ex-retirante nordestino desafiou prognósticos tradicionais de governabilidade. Três mandatos depois, a história registra um legado de combate à fome e projeção internacional. O balanço dessas gestões revela um país que buscou conciliar crescimento com justiça social.

    ​Quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência da República pela primeira vez, em janeiro de 2003, o cenário nacional era de extrema desconfiança e vulnerabilidade econômica. O Brasil enfrentava uma inflação persistente, altas taxas de desemprego, uma dívida externa sufocante e um abismo de desigualdade social que historicamente marginalizava milhões de cidadãos. A missão do novo governo parecia quase impossível para os críticos da época, mas as diretrizes adotadas reconfiguraram a estrutura do país. A grande virada de chave do primeiro mandato foi a unificação e expansão dos programas de transferência de renda, que culminaram na criação do Bolsa Família. Essa iniciativa, combinada com uma política permanente de valorização real do salário mínimo, retirou o Brasil do Mapa da Fome da ONU e inseriu milhões de pessoas no mercado de consumo interno, aquecendo o comércio e a indústria de forma inédita.

    ​À medida que a economia se estabilizava, o segundo mandato de Lula consolidou o crescimento por meio de investimentos massivos em infraestrutura e educação. O lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento e o programa Minha Casa, Minha Vida impulsionaram a construção civil e a geração de empregos formais, que atingiram patamares recordes. Na educação, o país testemunhou a maior expansão da rede de universidades federais e de institutos técnicos da sua história, além da criação de programas como o Prouni e o Fies, que democratizaram o acesso ao ensino superior para jovens da periferia e de baixa renda. Paralelamente, o Brasil quitou integralmente sua dívida histórica com o Fundo Monetário Internacional e passou, pela primeira vez, à condição de credor internacional. A descoberta das vastas reservas de petróleo na camada do pré-sal coroou esse período, garantindo uma nova fonte de soberania energética e futuras riquezas para a saúde e a educação. A projeção internacional do país atingiu o ápice com a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e o protagonismo brasileiro em fóruns globais como o G20 e os BRICS.

    ​Ao retornar para o seu terceiro mandato em circunstâncias políticas e sociais complexas, o foco foi a reconstrução institucional. Esta gestão recente destacou-se pela redução drástica no desmatamento da Amazônia, devolvendo ao Brasil a liderança na agenda climática. Programas como o Mais Médicos foram reativados, e o controle da inflação com a retomada do PIB surpreenderam positivamente o mercado financeiro. Diante de tamanho avanço socioeconômico, torna-se inevitável refletir sobre o quão lastimáveis foram os governos no pós-República, a ponto de que um cidadão sem diploma universitário e pejorativamente tido como cachaceiro pela elite tenha governado o país por três mandatos e passado a ser considerado o melhor presidente desse período histórico. O ápice dessa reviravolta se materializou ao final de sua segunda gestão, quando o mandatário deixou o cargo com uma aprovação popular recorde de mais de 80% segundo as principais pesquisas.

    Diante de tanto purismo acadêmico, conservadorismo religioso atual e seguidos escândalos de corrupção que resultaram em gestões desastrosas ao longo da história, resta a conclusão irônica de que, talvez, o que estivesse faltando na mesa de alguns de nossos antigos e atuais políticos engravatados seja justamente uma boa e humilde caninha para aproximá-los da realidade do povo e da gestão responsável.

    Por Lóis Gonçalves 

    ​#Lula #HistoriaDoBrasil #EconomiaEInclusao #PresidenciaDaRepublica



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