Seja bem-vindo
Maua ,05/05/2026

    • A +
    • A -

    Petróleo sobe mais de 6% e tem maior patamar em quase quatro anos, com Oriente Médio no radar

    g1.globo.com
    Petróleo sobe mais de 6% e tem maior patamar em quase quatro anos, com Oriente Médio no radar


    Plataforma de petróleo em Sergipe
    Jeová Luiz/TV Sergipe
    Os preços do petróleo subiam pelo 8º dia seguido nesta quarta-feira (28) e alcançavam o maior patamar em quase quatro anos, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio.
    Além do impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, investidores também continuavam a avaliar a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Opep+, que reúne aliados estratégicos do grupo.
    Segundo dados da Bloomberg, o petróleo tipo Brent, referência internacional, tinha alta de 6,90% perto das 14h50, cotado a US$ 118,94 o barril. Mais cedo, chegou a ser cotado em US$ 119,68 — maior patamar desde 10 de junho de 2022, quando alcançou US$ 122,01.
    Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subia 6,86% no mesmo horário, a US$ 106,79.
    Veja os vídeos em alta no g1
    Vídeos em alta no g1
    Veja a cotação do petróleo:

    🔍 O tipo Brent é a principal classificação de petróleo cru para os mercados europeu e asiático. É a referência utilizada pela Petrobras para definir os preços dos combustíveis no mercado interno. Extraído principalmente no Mar do Norte, classificado como "leve" e "doce" devido à sua baixa densidade e baixo teor de enxofre, o que facilita o refino em gasolina e diesel.
    O avanço nos preços da commodity ganharam força pela manhã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã. Em uma publicação nas suas redes sociais, o republicano compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo, com a mensagem "chega de bancar o bonzinho".
    "O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!", afirmou Trump.
    Segundo a mídia internacional, o presidente dos EUA está insatisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. A expectativa é que o governo americano dê uma resposta ainda nos próximos dias.
    Já o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã.
    A escalada das tensões se soma, ainda, à saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+ a partir de 1º de maio, anunciada na véspera. A decisão causou um grande golpe ao grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder.
    O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e explicou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região.
    A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, acontece em um período em que o conflito com o Irã causou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.
    A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que geralmente tenta manter uma imagem de união, mesmo com divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção.
    Quando perguntado se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação.
    "Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia.
    Os países do Golfo que fazem parte da Opep já estavam tendo problemas para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã.
    Por esse local passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.
    Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, por causa da situação no estreito.
    *Com informações da agência de notícias Reuters.




    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.