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Maua ,05/05/2026

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    Mauá Vota o Dia do Arte-Educador e Abre Frente de Batalha Contra a Pejotização na Cultura

    Projeto de Lei nº 75/2026,


    Mauá Vota o Dia do Arte-Educador e Abre Frente de Batalha Contra a Pejotização na Cultura




    A Estratégia do Nome: Mauá Vota o Dia do
    Arte-Educador e Abre Frente de Batalha Contra a Pejotização na Cultura





    O Projeto de Lei pautado para hoje na
    Câmara não encerra, por si só, o regime precarizado de contratações, mas a
    categoria usa a instituição da data como trincheira tática. Reivindicar a
    nomenclatura de Arte-Educador não é capricho, é o primeiro passo para A BATALHA CONTRA A PEJOTIZAÇÃO DOS ARTE EDUCADORES e conquistar direitos trabalhista do Estado e exigir a proteção da CLT.



    POR
    REDAÇÃO | SOMOS POVO MAUÁ, SP

    05 DE MAIO DE 2026

    A configuração das políticas públicas de
    cultura em Mauá atravessa um marco de densidade institucional e amadurecimento
    democrático nesta terça-feira, 5 de maio de 2026. A 14ª Sessão Ordinária da
    Câmara Municipal traz dem do Dia o Projeto de Lei nº 75/2026, que institui
    o 12 de agosto como o Dia Municipal do Arte-Educador e do Oficineiro de
    Cultura. Longe de ser apenas uma formalidade, a proposta — formulada por Wagner
    Sants (Arte-Educador e Coordeador do Setorial de Cultura do PT/Mauá-SP)
    e
    articulada pelo vereador Zé Luiz Cassimiro (PT) — situa-se como um dispositivo
    de reconhecimento de uma classe trabalhadora essencial, mas sistematicamente
    invisibilizada.

    A escolha da nomenclatura
    "Arte-Educador" não é acidental. Trata-se de uma estratégia política
    deliberada para combater a descaracterização profissional imposta pela lógica
    neoliberal. Enquanto o Estado e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs)
    tentam diluir a função em cargos genéricos como "oficineiro de
    linguagem" ou "facilitador" para justificar contratos precários,
    a categoria finca o pé na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 5153-05).
    Reivindicar o nome é reivindicar a natureza do trabalho: uma função contínua,
    pedagógica e de proteção social que exige vínculo estruturado e não a
    eventualidade de um contrato de serviço.

    A Trincheira Contra a Pejotização

    É preciso ser direto: a lei que será votada
    hoje não tem o condão de extinguir, por decreto, o fenômeno da
    "pejotização". Entretanto, ela funciona como uma potente trincheira
    tática. Ao institucionalizar a data, a categoria ganha uma plataforma anual
    para denunciar a incoerência trabalhista que obriga educadores a operarem como
    microempreendedores individuais (MEI), retirando-lhes o acesso a férias, 13º
    salário e segurança previdenciária.

    Estudos recentes e a própria jurisprudência
    do Direito do Trabalho, baseada na Primazia da Realidade, apontam que a atuação
    desses profissionais em equipamentos como a Casa do Hip Hop ou as Fábricas de
    Artes não é eventual. Há assiduidade, subordinação e pessoalidade — os três
    pilares que definem o vínculo de emprego via CLT. O uso do fundo público para
    financiar parcerias que recorrem à pejotização afronta os princípios da
    Administração Pública. Mauá, ao reconhecer o Dia do Arte-Educador, sinaliza que
    o valor da oficina não está no potencial de gerar negócios, mas no papel
    formador de consciência e cidadania.

    O Embate Necessário: Da Jornada 6x1 ao Plano de Carreira

    A mobilização em Mauá dialoga frontalmente
    com movimentos nacionais como o Vida Além do Trabalho (VAT). A pauta do fim da
    escala 6x1 é vital para uma categoria que, para atender a comunidade, abdica de
    seu tempo de pesquisa e fruição estética. O "não-trabalho" para o
    arte-educador não é ócio; é o insumo pedagógico necessário para atuar com
    empatia nos territórios de resiliência, como o Jardim Zaíra e o Itapark.

    Enquanto o cenário estadual com o Governador Tarcísio de Freitas é de DESMONTE
    com a EXTINÇÃO das Oficinas Culturais estaduais e a imposição do modelo
    mercantilista "CultSP Pro" —, Mauá reafirma a cultura como
    infraestrutura política.
    Com o suporte da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB)
    e um Plano Municipal de Cultura de dez anos, a cidade tem a base material para
    avançar do símbolo para a estrutura: transformar a homenagem de hoje em um
    Plano de Carreira amanhã. 
    A vitória que se desenha na Câmara
    Municipal é, portanto, um manifesto. É o aviso de que o trabalhador da cultura
    não aceitará mais ser um "eterno empreendedor de si mesmo" enquanto
    sustenta, com seu próprio esgotamento, a rede de proteção social do município.
    O Dia do Arte-Educador nasce sob o signo da luta.

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