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Maua ,23/10/2026

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    Nobel da Paz é concedido à jurista sul-africana Navi Pillay

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    Nobel da Paz é concedido à jurista sul-africana Navi Pillay


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    O Prémio Nobel da Paz 2026 foi atribuído à jurista e ex-presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda Navanethem “Navi” Pillay, anunciou nesta sexta-feira (9) o Comitê Nobel norueguês.

    A sul-africana Pillay, de 85 anos, foi reconhecida pelos seus esforços na promoção da paz e do direito internacional, indicou o presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jorgen Watne Frydnes.



    Notícias relacionadas:

    Navi Pillay foi alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014 e, mais recentemente, liderou uma comissão da ONU que investigou violações de direitos humanos em Israel e nos territórios palestinos.

    A comissão acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza.




    “No momento em que o número de guerras e conflitos está aumentando e em que os juízes e as instituições de direito internacional estão sob ataque político, o Comitê Nobel deseja lembrar que a capacidade de resolver conflitos sem força ou violência depende do Estado de Direito internacional”, disse o presidente do comitô no anúncio do prêmio.




    “Um sistema jurídico internacional em que os criminosos de guerra sejam responsabilizados e as vítimas de abusos vejam a justiça ser feita é condição essencial para um mundo pacífico”, acrescentou.



    Pillay cresceu na África do Sul sob o regime de segregação racial do apartheid e tornou-se uma das primeiras mulheres de ascendência indiana a exercer a advocacia no país, destacando-se na defesa de ativistas antiapartheid.



    Como juíza no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, ajudou a estabelecer o marco jurídico internacional que reconhece a violação sexual como ato de genocídio e crime de guerra.



    A Prêmio Nobel da Paz de 2026 sucede a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que recebeu o prémio em 2025 pelos seus “esforços incansáveis” na promoção dos direitos humanos e das liberdades na Venezuela e no fomento de uma transição “justa e pacífica” da “ditadura para a democracia”.



    Maria Corina entregou sua medalha do Nobel ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pouco depois de Washington ter deposto o então presidente venezuelano Nicolás Maduro.



    O Nobel da Paz é frequentemente considerado o mais prestigiado do mundo, tendo o Comitê norueguês recebido, este ano, nomeações para 287 candidatos, sendo um quarto, organizações.



    Saiba mais sobre o trabalho de Navi Pillay na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil





    *É proibida a reprodução deste conteúdo.




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