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Maua ,30/05/2026

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    Lóis Gonçalves

    OS BASTIDORES DO SALÃO OVAL VISTO PELO RETROVISOR


    OS BASTIDORES DO SALÃO OVAL VISTO PELO RETROVISOR Pelo retrovisor

    OS BASTIDORES DO SALÃO OVAL VISTO PELO RETROVISOR

    Em uma passagem relâmpago pela Casa Branca, Flávio e Eduardo Bolsonaro tentaram vender a imagem de uma cúpula diplomática de alto nível. No entanto, relatos de correspondentes indicam que o encontro foi mais uma sessão de fotos do que uma reunião de trabalho.

    ​O universo da política, muitas vezes, é alimentado por narrativas que flertam perigosamente com a ficção. O episódio mais recente envolve o senador Flávio Bolsonaro, seu irmão, o ex-deputado cassado, Eduardo Bolsonaro, e o comentarista Paulo Figueiredo. O trio desembarcou em Washington com um alarde digno de chefes de Estado, sugerindo que uma agenda extensa e profunda estava em curso com Donald Trump. Porém, a realidade dos fatos, trazida pela jornalista Raquel Krähenbühl, pintou um cenário bem menos glamoroso e muito mais "turístico".

    ​Enquanto o entorno dos Bolsonaro tentava emplacar a ideia de uma reunião estratégica de 90 minutos para discutir o futuro geopolítico das Américas, o relato direto de quem acompanha o dia a dia da capital americana desmentiu o entusiasmo. A dinâmica descrita por Krähenbühl foi cirúrgica: o grupo entrou no Salão Oval, entregou documentos a assessores, posou para uma foto e saiu logo em seguida.A comparação feita pela repórter foi tão ácida quanto precisa

    Diante disso, aquele momento lembrou mais uma criança tirando foto com o Mickey Mouse na Disney. Ou seja, um evento protocolar de segundos, focado na imagem e não no conteúdo, sem debate de pautas ou negociação real de um postulante ao posto maior do Estado Brasileito.

    ​Analistas políticos apontam que o exagero sobre o encontro não foi por acaso. Além de alimentar a base de apoio nas redes sociais com a imagem de proximidade com o líder republicano, a movimentação serviu como uma clássica "cortina de fumaça". O objetivo secundário seria desviar o foco de temas domésticos espinhosos, como as recentes notícias que vinculam o nome do senador ao empresário Vorcaro. Ao inflar um encontro de corredor como se fosse uma conferência bilateral, os envolvidos utilizam a estética do poder para agitar a mídia e mascarar a falta de substância do alarde da agenda. No final das contas, o que ficou para a história não foram as decisões tomadas — já que elas não existiram — mas sim o esforço tremendo de transformar uma visita relâmpago no Salão Oval em um suposto grande evento para a política externa. Para o público, fica a lição de que, na era digital, uma foto pode valer mil palavras, mas nem sempre essas palavras são verdadeiras.

    Por aqui, o principal alvo do trio, o atual presidente da Republica, Luís Inácio Lula da Silva,  enxerga todos os adversários pelo retrovisor. Lentamente e progressivamente, vai tomando vantagem a cada pesquisa publicada rumo ao Palácio  do Planalto pela quarta vez.

    ​#PoliticaBrasil #BastidoresWashington #FakeNews #RelacoesDiplomaticas #BolsonaroTrump #JornalismoLivre



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