Lóis Gonçalves
FLÁVIO BOLSONARO É IGNORADO PELOS EUA APÓS INCENTIVAR TARIFAS
pouca interferência nos assuntos institucionaisFLÁVIO BOLSONARO É IGNORADO PELOS EUA APÓS INCENTIVARTARIFAS
A tentativa do senador Flávio Bolsonaro de intercederjunto ao governo americano contra o novo "tarifaço" sobre os produtosbrasileiros resultou em um claro revés político. Em resposta oficial, oSecretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manteve a postura protecionista daadministração Trump, evidenciando a total falta de influência do parlamentarnas decisões de Washington.
O episódio joga luz sobre os limites da chamada"diplomacia ideológica" e expõe uma ironia incômoda para o clãBolsonaro. Ao responder à carta enviada pelo senador no início de junho, MarcoRubio não apenas confirmou a manutenção das pesadas taxas alfandegárias contrao Brasil, como também manteve as duras críticas americanas ao sistema Pix. Oposicionamento firme do secretário demonstra, de forma inequívoca, que osapelos de Flávio Bolsonaro têm pouca ou nenhuma relevância prática para a formulaçãoda política externa e comercial dos Estados Unidos.
O cenário se torna ainda mais adverso ao constatar-se que opróprio grupo político do senador alimentou o discurso protecionista e otencionamento que culminaram na atual barreira comercial. Ao incentivar oalinhamento cego e chancelar políticas de retaliação no passado, Flávio acaboupor legitimar o mesmo mecanismo que agora pune os produtores nacionais. O"tarifaço", que promete causar sérios danos econômicos à populaçãobrasileira, é mantido de forma pragmática pela Casa Branca, ignorando o supostocanal direto entre os aliados conservadores.
Na tentativa de mitigar o desgaste e projetar forçapolítica, Flávio Bolsonaro utilizou o documento para manifestar confiança emuma vitória na eleição presidencial de outubro, chegando a sugerir a criação deuma equipe de transição antecipada para aproximar seu eventual governo daadministração de Donald Trump.
A resposta de Rubio a esse aceno foi protocolar. Osecretário limitou-se a classificar a proposta como "generosa" e aafirmar de forma polida que Washington apenas observa o "otimismo" dosenador em relação ao pleito de outubro. Sem qualquer sinal de recuo na agendaeconômica, a diplomacia americana deixou claro que os interesses comerciais eestratégicos dos Estados Unidos estão muito acima de simpatias partidárias oude promessas de campanha feitas por agentes políticos estrangeiros sem poderreal de barganha. O resultado final é o isolamento e a constatação de que oBrasil acabou pagando a conta de uma retórica que ele mesmo ajudou a construirnuma manobra com seu irmão que se encontra auto exilado nos EUA, a saber,Eduardo Bolsonaro, na companhia de seu aliado Paulo Figueiredo.
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