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Maua ,23/10/2026

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    Lóis Gonçalves

    LAMENTÁVEL ESPETÁCULO DO DEPUTADO MARCELO AGUIAR DO PL


    LAMENTÁVEL ESPETÁCULO DO DEPUTADO MARCELO AGUIAR DO PL Deprimente

    LAMENTÁVEL ESPETÁCULO DO DEPUTADO MARCELO AGUIAR DO PL

    A rotina de privilégios e condutas irresponsáveis quetransformam mandatários públicos em protagonistas de casos de polícia nas ruasde São Paulo.

    O exercício da função parlamentar exige de quem a ocupa umapostura de sobriedade, responsabilidade social e absoluto respeito à legislaçãoque ajudou a aprovar. Quando um representante do povo se vê envolvido emepisódios marcados por descontrole, uso irresponsável de armas de fogo evisível estado de embriaguez, não se trata apenas de um erro pessoal, mas de umgrave e lamentável ataque à dignidade do próprio cargo e à segurança coletiva.

    O recente episódio envolvendo o deputado estadual MarceloAguiar, filiado ao Partido Liberal (PL), que utilizava um carro oficial (ummodelo BYD preto) exibindo placas da Assembleia Legislativa do Estado de SãoPaulo (Alesp) quando foi detido na madrugada de segunda-feira (19 de outubro de2026), após um disparo de arma de fogo em uma casa noturna no Itaim Bibi, nazona oeste de São Paulo, é o retrato acabado da desconexão entre a éticapública e o comportamento individual.

    O quadro se torna ainda mais grave e incoerente quando seconstata a trajetória do parlamentar, conhecido nacionalmente como cantorgospel e figura atuante na bancada evangélica. A conduta flagrada na madrugada— nitidamente embriagado, sem conseguir se manter em pé e precisando seramparado por policiais militares — é frontalmente incompatível com o testemunhode retidão, temperança e sobriedade que se espera de um seguidor evangélico erepresentante dos valores cristãos. O abismo entre a pregação pública devirtudes e o vexame sob efeito de álcool em uma casa noturna expõe umahipocrisia inaceitável.

    O descontrole de uma autoridade armada em um estabelecimentocomercial resulta em riscos reais para qualquer cidadão, culminando no disparoque atingiu o tênis e feriu o pé do apresentador Fred Bruno. O que causa aindamais estarrecimento na opinião pública é a sensação de privilégio e proteção: ofato de o parlamentar ter sido conduzido em visível estado de embriaguez — abordo de um veículo oficial do Poder Legislativo — e, ainda assim, não ter sidosubmetido ao teste do bafômetro na delegacia reaviva feridas recentes napolítica brasileira. A comparação inevitável com episódios anteriores deintimidação armada por Carla Zambelli em plena via pública, evidencia uma perigosa cultura debeligerância e prepotência, na qual mandatários parecem se julgar acima da lei.

    A sociedade civil não tolera mais que a representaçãopolítica, a fé evangélica e a estrutura do Estado sejam instrumentalizadas comosalvo-conduto para a irresponsabilidade. Cabe agora à Assembleia Legislativa doEstado de São Paulo (Alesp) e às autoridades policiais atuarem com o rigorsevero que a gravidade da situação exige, sem corporativismo ou panos quentes. Osilêncio ou a condescendência do parlamento diante de uma autoridade flagradaembriagada e armada em aparente surto de descontrole equivalem ao aval daprópria barbárie.

    #JusticaSemPrivilegios #EticaNaPolitica#InviolabilidadeNaoEExcecao #SegurancaParaTodos

     



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