Carol Nogueira
CUT convoca trabalhadores/as LGBTQIA+ para Marcha Nacional em São Paulo
Trabalho, orgulho e resistência
No próximo dia 5 de junho, às 14h, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realiza, na Praça Roosevelt, em São Paulo, a segunda edição da Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+. A mobilização integra o calendário oficial da Parada do Orgulho LGBTQIA+ e busca ampliar a visibilidade das pautas relacionadas à diversidade sexual e de gênero no mundo do trabalho.
Mais do que um ato simbólico, a marcha representa a luta diária de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que ainda enfrentam discriminação, exclusão e violência dentro de ambientes profissionais. Em um país onde muitas pessoas LGBTQIA+ ainda precisam esconder quem são para conseguir permanecer empregadas, ocupar as ruas também se torna um ato de resistência.
Segundo o secretário de Políticas LGBTQIA+ da CUT, Walmir Siqueira, a iniciativa fortalece a presença do movimento sindical nos espaços de defesa dos direitos humanos e aproxima trabalhadores que muitas vezes não conhecem ou não conseguem acessar essa luta. A primeira edição da marcha, realizada em 2025, reuniu movimentos sociais, sindicatos e organizações de diversas regiões do país.
Entre as principais reivindicações estão o combate à discriminação no emprego, o fim da escala exaustiva 6x1, a garantia do nome social e o respeito à identidade de gênero em escolas e locais de trabalho. A CUT também defende políticas de formação e educação voltadas à inclusão e aos direitos humanos.
A expectativa para este ano é ampliar ainda mais a participação popular, com apoio de sindicatos, federações e confederações em parceria com entidades nacionais ligadas à educação e ao serviço público. Além da marcha, a CUT também participará da Parada do Orgulho de São Paulo, no dia 7 de junho, com um bloco voltado aos trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+.
Em tempos onde ainda existem tentativas de silenciar corpos, identidades e existências, manifestações como essa lembram algo essencial: dignidade, respeito e oportunidade não deveriam depender da orientação sexual ou identidade de gênero de ninguém.
Porque trabalho também deve ser um espaço de acolhimento, humanidade e orgulho.
Por:
Carol Nogueira
ativista LGBTQIA+ e defensora dos direitos humanos.



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