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Maua ,13/05/2026

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    Carol Nogueira

    Nhande Vae’etê ABC: ancestralidade viva e resistência indígena no Grande ABC

    Entre retomadas, cultura e resistência: a força indígena no ABC Paulista

    Carol Nogueira
    Nhande Vae’etê ABC: ancestralidade viva e resistência indígena no Grande ABC Na imagem, Valderez Coimbra, Coyote e Maura Akã Mbareté durante encontro na Oka de Saberes e Memórias Indígenas, em Mauá.

    Oca de Saberes e Memórias Indígenas fortalece ancestralidade e resistência dos povos originários no ABC 

    Visitar a Oca de Saberes e Memórias Indígenas, em Mauá, é entender que os povos originários seguem vivos, presentes e resistindo também dentro dos territórios urbanos.


    O espaço, construído através da luta do movimento indígena multiétnico Nhande Vae’etê ABC, carrega muito mais do que cultura. Carrega pertencimento, ancestralidade e reconstrução de memórias que durante décadas foram apagadas da sociedade.


    Ao entrar na Oca, o sentimento não é de visitar um museu tradicional. Existe acolhimento, troca e vida em cada detalhe do espaço. E talvez seja exatamente essa a principal diferença.


    O Nhande Vae’etê ABC nasceu da união de indígenas em contexto urbano e pessoas em processo de reconexão com suas raízes ancestrais. O movimento fortalece identidades indígenas, promove ações culturais e luta pelo reconhecimento dos povos originários no Grande ABC Paulista.


    Mais do que resistência política, o coletivo também atua como espaço de reconstrução ancestral para pessoas que cresceram afastadas de suas origens por consequência do apagamento histórico e da invisibilidade indígena nas cidades.


    Durante a visita, foi possível perceber que a Oca não fala apenas sobre passado. Ela fala sobre continuidade.


    Crianças, adolescentes, educadores e visitantes participam de vivências culturais, oficinas, rodas de conversa e atividades ligadas à educação ambiental, cultura indígena e memória ancestral.


    Entre grafismos, artes, saberes tradicionais e histórias compartilhadas, a Oca se torna um território de escuta e fortalecimento coletivo.


    “O nosso movimento acolhe pessoas que querem fazer a recuperação da sua ancestralidade.” destaca Maura Kambarete.


    Em uma sociedade que ainda insiste em tratar os povos indígenas como parte distante da história, espaços como a Oka mostram justamente o contrário: os povos originários continuam existindo, resistindo e ocupando os territórios urbanos com suas culturas, tradições e saberes.


    A Oka de Saberes e Memórias Indígenas não é apenas um espaço cultural.


    É memória viva.
    É resistência ancestral.
    É retomada.


     Carol Nogueira

    Ativista LGBTQIA e colunista 





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